Escravos de um Propósito
  • AVALIAÇÃO DO AUTOR

Em fim continuando o meu comentários agora do episódio 16, o episódio 17 deve vim mais rápido, então compartilhem que isso me motiva mais ainda a fazer.

“Enhance Armament!” E, de repente, ao som de Swordland, a espada de Kirito ficou preta, envolvida por um véu de poder (filtro digital bem aplicado) que irradiava da lâmina. Ele aponta a espada contra o raio de luz que Fanatio havia lançado e equilibra poderes, raio de luz contra o misterioso poder da Perícia de Kirito. Eugeo, ali atrás, nada podia fazer a não ser observar a batalha e torcer por seu amigo, já que sua perícia não fora o bastante para deter Fanatio (inclusive, o raio de sol conseguiu derreter o gelo presente no salão em grande parte, como podemos ver em detalhes das imagens). Os raios de Fanatio espirravam a toda volta com o choque, enquanto a cavaleira observava a Perícia de Kirito lentamente engolindo os raios. Ela fecha os olhos e profere alguma fala que não sabemos, reconhecendo sua derrota, enquanto o poder da espada de Kirito finalmente avança e engole os raios da Espada Perfuradora do firmamento.

Com um estrondoso poder, a perícia golpeia a cavaleira e ela é simplesmente jogada para o alto da torre, atingindo, de costas, a grande cúpula do qüinquagésimo andar e caindo no chão. O poder da espada de Kirito, ainda sem ter sua origem ou funcionamento explicada, retorna à espada, enquanto nosso herói desaba de exaustão no chão, ainda muito gasto pela energia do combate e pelo dano que havia levado com os disparos no episódio anterior, com Eugeo indo ao seu seu encontro, extremamente preocupado, e a opening começando a tocar.. Sobre essa cena, a continuação do Cliffhanger do episódio anterior, é preciso ressaltar alguns comentários positivos. Primeiramente, podemos observar uma grande equiparação de poder entre os Cavaleiros da Integridade e Kirito/Eugeo, ou até mesmo superioridade. Isso pode ser notado, principalmente, nos inúmeros vestígios de dificuldade que podemos observar quando juntamos as duas partes da luta (episódios 15 e 16), a exemplo dos vários tiros mostrados EM FOCO pelo anime quando Kirito luta, da cena em que ele cai de mal jeito no chão, ou até mesmo em ele desabar de exaustão aqui. São diversos elementos que demonstram que, não, o protagonista não é (e nunca foi) “overpower, apelão e absurdamente forte” como a maioria das pessoas comenta. Na verdade, o que ocorria (principalmente na primeira temporada) é uma disparidade de nível entre as pessoas que ele enfrentava dentro do jogo, tanto que podemos ver grandes dificuldades contra Kayaba Akihiko, Eugene e os Bosses dos andares 75 e 76, teoricamente de níveis mais altos.

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Outra coisa que chama bastante atenção, além de todos esses elementos que demonstram a dificuldade do protagonista em lidar com Fanatio, é o fato de a origem do poder dele, da perícia, ainda não ter sido revelada. É claro que a espada é derivada do Cedro Gigas, a Árvore Demoníaca (já sabemos disso há tempos) e, como tal, logicamente incorpora alguma característica dela. No entanto, essa característica não é tão evidente como “Tamanho” ou “Dureza”, atributos do Cedro, para que possamos adivinhar. Preocupado com a possibilidade de Kawahara ter deixado em aberto, consultei um amigo leitor da Light Novel. Ele me contou que a mecânica da perícia de Kirito será explicada mais à frente, portanto, não estarei considerando isso um erro, já que, antecipando o anime, será esclarecido em breve. Ainda sobre a conclusão do Cliffhanger, a cena é extremamente bem animada e a OST, Swordland, dispensa comentários (pessoalmente, é a minha predileta dentre todas as soundtracks, mas isso é do gosto de cada um).

Findada a Opening, somos expostos ao títulço do episódio: “A Cavaleira de Osmanthus” (devido aos screenshots do episódio anterior, já sabemos que se trata de Alice, mas iremos esperar para ver). Voltando à cena da batalha onde Kirito se encontra desmaiado, com detalhe nos diversos furos em seu corpo (tiros que havia levado), Eugeo começa a recitar um “System Call: Generate Luminous Element”, repetindo a mecânica que vimos Azurica fazer com seu olho no episódio 10 e Quinella com os aldeões no episódio 12. No entanto, ele não obtém resultados visíveis, aumentando a preocupação a nível de desespero (podemos ver isso estampado em seu rosto). Ele muda sua opção, recorrendo à um comando de grande risco e mais avançado… Eugeo recorre ao mesmo comando que Selka havia utilizado no episódio 04: “System Call: Transfer Human Unit Durability – Self to Left.”. Ele inicia o comando e podemos até mesmo ver ele ocorrendo, no entanto, Kirito, ainda com um rosto aparentemente bem exausto, para a execução. Ele agradece ao amigo e, inclusive, compara os ferimentos dele ao que os Goblins haviam feito com Eugeo no episódio 04, deixando claro que aquela situação do episódio era muito pior do que a atual (se valer do efeito comparativo dentre os episódios é sempre bom), enquanto se levanta com dificuldade.

Por outro lado, se Kirito consegue se levantar, embora muito ferido, não somos capazes de dizer o mesmo de Fanatio. Nosso herói se volta para a cavaleira, dizendo estar mais preocupado com o estado dela, e é replicado por Eugeo, que relembra que a personagem havia tentado matá-lo e volta a refletir acerca do ensinamento transmitido por Kirito no episódio anterior. Ele diz que Kirito o havia ensinado que não se podia derrotar as pessoas com apenas ódio (uma das frases finais do episódio anterior) e que, de fato, ao ver Fanatio lutando, não parecia que ela era motivada  por algum ideário de ódio ou desafeto pessoal. No entanto, ele também se caracteriza como incapaz de perdoar os Cavaleiros da Integridade (de fato, Eugeo, como um personagem cuja história fora profundamente afetada pela Igreja do Axioma e é recheada de traumas relacionadas à ela, ainda mais sendo um projeto de personagem bem humano, faz sentido que ele tenha uma grande dificuldade ou até mesmo impossibilidade de esquecer os traumas). Ele também esclarece que isso se deve não apenas ao poder deles, mas também (e, principalmente) pelos seus objetivos, uma vez que, se eles possuem o desejo de proteger a humanidade (esse é o discurso que Fanatio havia feito e a máscara que Quinella havia colocado), deveriam utilizar o poder deles para outros fins, e não para repreender humanos injustamente e deter a oposição.

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Percebe-se que Eugeo já desconfia, minimamente, do propósito da Igreja do Axioma, questionando o que eles fazem em contraste com o que dizem realmente almejar. Kirito, ouvindo o discurso do amigo, diz acreditar (Kirito já sabe de toda a verdade e, por isso, permanece calmo diante da situação, sabendo das manipulações de memória e de todas as questões de UWO, de Quinella, entre outros fatores) que os cavaleiros também sofrem com os próprios conflitos. Ele ainda profetiza de que eles saberão ais a respeito disso assim que encontrassem a comandante deles (no caso, apesar do cargo, ele se refere à Quinella, e não a Bercouli). Em resumo, enquanto Eugeo toma consciência das questões dos Cavaleiros e exibe emoções negativas, discordando da ideologia deles, percebendo o contraste no discurso, ele transfere a culpa aos próprios Cavaleiros, enquanto Kirito, como pudemos observar, não condena os Cavaleiros da Integridade, uma vez que já é ambientado com toda a verdade sobre o surgimento de Quinella e da Igreja do Axioma. Temos, aí, duas formas diferentes com que os amigos vêem os Cavaleiros, com Kirito tentando influenciar Eugeo (e, tenho a impressão de que ele vá conseguir, tal como fez sobre o Index Taboo).

Kirito se levanta e passa a parabenizar Eugeo pela Técnica que demonstrara com sua Perícia Perfeita de Controle de Armas. Ele transfere a responsabilidade de ter derrotado os Cavaleiros para ele e utiliza isso como desculpa para expor, novamente: Eugeo não possuía mais motivo para odiar Fanatio e os Espadas Rotativas como humanos mais, afinal, fora ele quem os “derrotou”. Vale lembrar que, durante toda essa conversa acerca da perícia, a tela exibe um flashback de Eugeo congelando os Cavaleiros na luta do episódio anterior, a fim de ilustrar melhor o que estava sendo dito no diálogo. Porém, logo após Kirito dizer essas palavras, Eugeo passa a refletir sobre o termo “Humano” e conta que já havia concluído certas coisas durante a batalha. Ele fora capaz de perceber (volto a dizer, Kirito já sabe de toda a verdade por trás da Igreja, enquanto Eugeo não sabe) na batalha que Fanatio era, de fato, uma humana. E ele diz algo curioso: é justamente por ser uma humana que ela era tão forte.

Kirito, aqui, começa a expor um ponto de vista muito interessante, uma forma de observar que carrega uma boa mensagem ao meu ver. Ele observa que, para Eugeo, os Cavaleiros da Integridade representam a maldade pura. No entanto, os próprios Cavaleiros se vêem como a personificação da bondade e acreditam em seus ideais com grande convicção (os mesmos ideais que foram implantados por Quinella). Ele, inclusive, solta a seguinte frase: “nós, humanos, não conseguimos nem diferenciar a bondade da maldade absoluta”. Essa forma de pensar traz uma explicação importante que está subentendida mas que, ao mesmo tempo, já deveria ser intuitiva do público, uma vez que já fora explicada anteriormente nos episódios 07 e 08. Como vimos, o poder da imaginação possui grande relevância nesse mundo. Dessa forma, ao se enxergarem como os feitores supremos do bem e personificações da justiça e bondade, os Cavaleiros da Integridade, arrogantes tal como Fanatio e Deusolberth (e até como Volo Levanthein havia demonstrado em algumas passagens no episódio 08), estavam sempre convictos de seus ideais. Não é apenas a arma divina e a perícia perfeita, mas também a questão da imaginação que é levada em conta aqui. Eles são fortes justamente por terem convicção em seus ideais, em acreditarem, realmente, nas palavras da Pontífice e de que são protetores da humanidade.

É por isso que, quando Eugeo diz: “ela é tão forte justamente por ser humana”, ele provavelmente (isso é uma interpretação minha) se refere ao senso de justiça que ela possui ao proteger o império humano, à forma com que ela se porta, ainda que arrogante, convicta de que faz uma boa ação para proteger tal império. Além disso, essa comparação ainda possui uma mensagem subentendida, se formos analisar bem: podemos ver como o relativismo é mais presente do que imaginamos nas mais diversas esferas de uma sociedade. Kirito e Eugeo representam um lado, enquanto Fanatio e os Cavaleiros representam outro (iremos excluir Quinella da comparação). É gritante como ambos os lados se apresentam completamente convictos de seus ideais, como os discursos estão concretos na mente deles.

Eu, interpretando esse tipo de coisa, penso principalmente em uma possível crítica ao maniqueísmo no qual as sociedades estão pautadas. Por exemplo, Kirito e Eugeo, e até mesmo nós espectadores, somos acostumados à visão de que existem “mocinhos e bandidos”. No entanto, ao termos contato com o ponto de vista dos Cavaleiros e de como eles parecem convictos, apesar de seguindo algo teoricamente errado, nos dá uma outra visão. Em resumo, a perspectiva aqui é bem parecida com a de Death Note (claro, guardadas as devidas proporções): o anime traz um contato com vilões que, na realidade, também desejam causas justas. O fim que eles almejam, na verdade, não é o mal. A questão é o caminho, ou seja, os meios dos quais eles usufruem. Quinella, no entanto, não pode ser incluída nessa comparação, na medida em que, ela sim, é um vilão claramente interessado apenas em manter seu poder e a ordem de seu reinado. Contudo, volto a lembrar que ela, diferentemente de Fanatio e dos Outros, é produto de uma corrupção nas origens daquele mundo (no caso, do funcionário da Rath), sendo assim, algo justificado.

Kirito, voltando-se para Eugeo, joga um frasco de antídoto (o mesmo que havia utilizado antes) e pede para que ele dê isso para Fizel e Linel após quebrar as espadas delas e se certificar de que elas não possuem nada mais que seja perigoso. Com isso, o paradeiro delas é, também, explicado na trama, não deixando pontas soltas. Eugeo segue para fazer isso, não sem antes se perguntar se Kirito falaria tais coisas até mesmo de Quinella, a pontífice (e, claro, acredito que a resposta seja não). Seguindo para Fanatio, nosso protagonista agora vai de encontro à Cavaleira da Integridade, quando, de repente, nota um buraco central em sua armadura e passa a correr. Ele tenta o mesmo procedimento de manejo de artes sagradas que Eugeo havia feito (“System Call: Generate Luminous Element”). No entanto, como podemos ver por sua expressão facial, ele não consegue obter bons resultados.

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Eugeo, após fazer o que Kirito havia lhe pedido, volta correndo ao perceber a expressão do amigo. Este lhe pede ajuda, já que não estava conseguindo estancar o sangramento. Dessa forma, Eugeo também usa a mesma magia, buscando ajudar nosso herói a salvar Fanatio. Eugeo, embora faça isso, mostra uma expressão facial preocupada e pede para que Kirito pare e aceite, já que a cavaleira já havia perdido muito sangue. No entanto, ele começa a demonstrar um lado que protagoniza, ao meu ver, a melhor cena do episódio. Kirito toca no assunto de que, se Fanatio morrer, ela será apagada (se lembrando da experiência que possuía com Raios), e começa a discursar que, depois de viver diversos anos sofrendo, se apaixonando, tendo dúvidas, aquela alma não poderia ser apagada. Ele é tomado por um desespero que eu Jamais esperaria. Afinal de contas, Kirito exibe um lado extremamente humano e sensível aqui, na medida em que se preocupa com Fanatio, suas memórias, legado e desejos, mesmo que ela seja apenas um Fluctlight Artificial (e, sim, ele sabe disso). É como Asuna haviua profetizado, conhecendo Kirito, no episódio 06: nosso herói se importaria, sim, com os direitos das Inteligências Artificiais.

Mas, se você pensa que para por aí, saiba que Kirito passa a gritar pelo salão do qüinquagésimo andar. Ele chama pelos outros Cavaleiros da Integridade e pede para que eles venham ajudar sua companheira. Sim, você não leu errado: Kirito clama por seus INIMIGOS, pondo sua situação em completo risco. Ele está ferido, exausto, e recorre aos inimigos para tentar ajudar Fanatio, alguém que ele acabara de enfrentar em batalha. Claro, ele tem total consciência de que ela fora manipulada, todavia, ele demonstra uma preocupação fora do comum.  Isso é um grande vestígio de humanidade, na medida em que Kirito demonstra um senso de preocupação com seus “semelhantes” (São Fluctlights, mas você entendeu o que eu quis dizer). Ele não ignora de forma alguma os sentimentos dos Fluctlgihts, as memórias e aquilo que eles construíram, algo bem interessante para um personagem. E, além de tudo, ele passa BASTANTE tempo gritando por um monge ou sacerdote, por ajuda. Sim, Kirito estava realmente preocupado em salvar a Cavaleira, em permitir que ela possa, após o frio reinado de Quinella terminar, viver sua vida normalmente, retomando seus desejos e aspirações e reconstruindo suas memórias. Alguém capaz de correr tamanho risco apenas para salvar a vida de uma pessoa merece, realmente, grandes méritos.

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Vendo que ninguém aparecia para prestar socorro, Kirito percebe outra possibilidade. Ele retira sua adaga (uma das duas que foram dadas por Cardinal) e se prepara para usá-la em Fanatio. Porém, é interrompido por Eugeo, que pede para que ele a guarde para usar em Quinella. Kirito, embora demonstre saber disso, se mostra convicto e gasta a adaga com a vice-comandante, uma vez que, como ele mesmo disse, não aceitaria ter uma forma de salvá-la e não utilizar. Dessa forma, ele gasta uma das únicas duas adagas, escassas ferramentas que lhe foram dadas, para salvar a vida da Cavaleira. Sim, um protagonista que não só corre riscos ao revelar sua posição dentro da torre, como também gasta metade de suas chances restantes para deter Quinella ou salvar Alice, em prol de salvar a vida de uma Cavaleira. Isso denota, como já observei, um grande grau de preocupação com os fluctlights, com a “humanidade”, com a preservação da memória das pessoas e de seus feitos, de seus sonhos. Se trata de um personagem que abraça as causas das pessoas, de alguém sensível o bastante para tentar entendê-las.

Ao encostar a adaga em Fanatio, em sua mão, um véu roxo acompanhado de partículas de sistema surge em volta da arma, envolvendo-a e, logo depois, cobrindo Fanatio. No andar da carruagem, como ouvimos falar no episódio 13, sabemos que a vice-comandante fora ligada instantaneamente à Cardinal e, de fato, posteriormente, ouvimos a voz dela. Como uma personificação do sistema Cardinal, mais especificamente sua interface de correção, Cardinal é capaz de identificar as IDs dos mais diversos Fluctlights presentes em UWO (Assim como vimos quando ela se referiu a Kirito como um usuário desconhecido). Dessa forma, ligada à Fanatio, ela imediatamente é capaz de identificar a Cavaleira e, também, devido à ligação que fora criada, seu estado quase morto. Por esse motivo, Cardinal já toma consciência da situação assim que é invocada, já falando em tom de que concorda em realizar o tratamento da Cavaleira. Kirito ainda pede certas desculpas, mas a bibliotecária diz entender a situação (as desculpas são, provavelmente, relacionadas a gastar a adaga com Fanatio, quando tudo estava premeditado para ocorrer com Alice e Quinella).

Com o destino das coisas já dito, Cardinal teleporta Fanatio dali, deixando, em seu lugar, dois frascos de poção. Ela, na despedida, conta que, até onde sabe, Quinella ainda se encontra em seu estado de adormecida. Dessa forma, caso eles consigam chegar até o topo antes que ela saia desse estado, ainda há possibilidade de derrotá-la sem que seja utilizada a adaga. Ainda sobre a despedida, ela deixa escapar algo do tipo: “rápido, só restam mais alguns Cavaleiros da Integridade”, subentendendo que estaríamos chegando, portanto, ao fim da saga e estamos mais próximos, assim, da batalha final. Kirito pega uma das poções e entrega a outra para Eugeo, ambos bebendo enquanto ele se desculpa por ter perdido o controle.

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Primeiramente, preciso aplaudir a saída que Kawahara encontrou para curar Kirito e Eugeo após a batalha, sem que eles tenham que descansar. Fazer Cardinal enviar poções foi uma jogada de esperteza que elimina a possibilidade de que eles lutem esgotados e, assim, de que a luta fosse inverossímil, além do que foge completamente de conveniências de roteiro, já que puxa algo de um detalhe já previamente construído. E, em segundo lugar, a fala a respeito de Quinella adormecida introduz mais um novo mistério na trama, um gancho para um possível plot Twist. Sim, ainda existe possibilidade de que ela seja derrotada utilizando as adagas, o que eu jamais esperaria.

Kirito e Eugeo, ainda conversando, debatem a respeito desse estado de Quinella, especulando que ela possa estar dormindo. Nesse sentido, Kirito se lembra que Cardinal havia dito que os Cavaleiros da Integridade utilizam muitos recursos para conseguirem viver por séculos (daí o porquê da Fala de Kirito sobre o quanto Fanatio viveu). A Administrator, em especial, passa a maior parte do dia dormindo. Ao observar essa explicação, percebi que ela ainda não havia sido dita para nós e estava sendo dita agora. No entanto, Cardinal conversa com Kirito no episódio 13. Dessa forma, eu especulo que seja um trecho de conversa presente na Light Novel que fora omitido naquela parte e inserido aqui como explicação (ou mantido, já que, possivelmente, aqui seja um flashback na Novel). Avaliando, acredito que tenha sido uma boa saída: encurtaram o enredo para que coubesse no número de episódios e não prejudicaram, em nenhum momento a explicação. Claro, estou apenas teorizando, sendo possível de que não seja algo cortado da LN no episódio 13.

Seguindo pela Catedral Central, nossos heróis deixam o qüinquagésimo andar e avançam por um majestoso corredor, se deparando, ao final dele, com uma grande abertura, preenchida por um tubo verde que conduzia diretamente para cima. Kirito, olhando aquilo, percebe algo se aproximando e, nesse passo, surge uma plataforma circular, parando em frente a eles. No centro dessa plataforma, reside uma cápsula de vidro e uma mulher de cabelos castanhos curtos, com um vestido azul e um avental branco. Ela parece manipular a plataforma-elevador e se dirige aos dois intrusos, saudando-os e perguntando qual andar eles gostariam de visitar. Um pouco desconfiados (como vemos pela expressão de Kirito), eles hesitam, uma vez que, tal como ocorrera com Fizel e Linel, poderia ser mais uma armadilha.

Kirito, ainda um pouco desconfiado mas já convencido, suspira e revela que eles dois eram invasores da Catedral e fugitivos da masmorra, indagando se não haveria algum problema em permitir que eles subam por aquela plataforma. Fria, a garota responde que o trabalho dela é apenas operar aquela plataforma flutuante, isto é, o propósito dela, não possuindo outras ordens. E, por um momento, toda a desconfiança de Kirito se esvai, algo que inicialmente pareceu estranho para mim. Esse estranhamento logo se dissipou, já que SAO lança mão, aqui, de mais um de seus hiatos curtos entre o conceito e a explicação: segundos após mudar seu comportamente e questionado por Eugeo, Kirito explica que não parecia haver outro modo de subir (as escadas terminavam ali). Eugeo entra na plataforma, ainda um pouco hesitante, e Kirito pede à garota que leve eles para o andar mais alto que conseguisse.

A garota misteriosa, então, invoca um “System Call: Generate Aerial Element – Burst Element” na cápsula central do elevador e faz surgir diversas partículas verdes, as quais movimentam a plataforma e permitem que ela se dirija para cima. Enquanto sobem, Kirito observa curiosamente essas partículas e pergunta à garota há quanto tempo ela estaria operando aquela máquina, obtendo a resposta de que seriam 107 anos (Assim como nos foi dito minutos atrás, ela é mais uma das entidades que vive por séculos). Eugeo parece perplexo ao ouvir isso, principalmente pelo fato de que, inicialmente, ele acha que ela teria feito apenas aquilo durante todo esse tempo. Ela logo responde que possui horário de almoço e descanso, mas isso não diminui o fato de que o propósito daquele Fluctlight é o único projeto para qual sua vida fora desenhada. Trabalhar 107 anos apenas operando um elevador é um projeto de vida tão vazio, ainda mais vazio do que o propósito de lenhador de Eugeo. Perceba como a questão dos propósitos dá voz a vidas completamente vazias e repetitivas, as quais são aderidas até sem questionamentos.

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Kirito pergunta o nome da garota, a qual, fria e com falas bem robóticas (ao contrário de outros personagens, eu acredito que esse caso foi uma excelente alternativa, uma vez que mostra como um fluctlight apenas criado para fazer serviço a um propósito se torna, na realidade, escravo de uma vida vazia e de uma rotina), diz não se lembrar de seu nome. Todos, afinal, a chamavam de “Operadora” (Elevating Operator). De certa forma, até o próprio apelido da personagem faz referência a como ela se transforma, pouco a pouco, em uma espécie de robô. Ela faz apenas ações desenhadas e sem nenhuma vontade ou desejo, suas falas são frias e desprovidas de emoção. Essa personagem, afinal, é digna de aplausos ao meu ver. Kawahara quis, aqui, focar na questão de como os propósitos designados para os habitantes de UWO podem conduzir a vidas vazias, ainda mais caso sejam fornecidos apenas para sustentar um mecanismo de poder ou funcionar em prol de causas como aquela. Afinal, o que Operator representa? Ela representa, ou melhor, personifica, esse tipo de conseqüência.

Quinella é quem deu esse propósito para a garota, o que é deixado bem claro na fala seguinte de Eugeo. Ele conta que eles estariam a caminho de derrotar essa pessoa e, curiosamente, faz uma pergunta ainda mais interessante do que o projeto da personagem: caso a Igreja fosse derrubada, o que ela faria, sendo liberada de seu propósito? Questionada, ela ainda age de maneira fria e robótica. No entanto, por não conhecer nada do mundo a não ser esses comandos, ela se diz incapaz de prever seu novo propósito. Isso, felizmente, não é capaz de impedir que ela se manifeste, mostrando que ainda existe um pingo de sentimentos por trás daquele rosto indiferente. Operator conta que, caso pudesse fazer o que deseja, ela gostaria de voar livremente pelos céus naquela plataforma flutuante (um sonho antigo da humanidade, mas que, nesse caso, não pode ser considerado clichê, uma vez que, se formos entender o projeto da personagem, a única coisa com a qual ela possuía contato durante toda sua vida fora aquela plataforma e aquele trabalho… viver naquela possibilidade e ao mesmo tempo ser enclausurado no tubo deve ser algo que corta o prazer possível de voar livremente). O discurso dela, caso analisemos, é muito mais voltado pela questão da liberdade em si. O foco, no caso, é a sensação de liberdade que voar proporciona. Voar livremente com aquela plataforma é algo profundo, pois simboliza a libertação da rotina da personagem, a superação do propósito repetitivo e vazio em prol de sua auto-realização. Não devemos interpretar apenas no sentido de voar, no sentido literal, mas também entender o que a personagem possui de motivação para isso e o contexto em que ela se encontra para desejá-lo. A cena, por fim, do desejo, é especialmente bonita, com a personagem, finalmente, exibindo um sorriso.

Finalmente, após o excelente trecho, eles chegam ao octogésimo andar, o Jardim das Nuvens. Operator se desepde de nossos heróis, os quais observam a plataforma descendo e refletem sobre a questão do propósito de Operator. Eugeo comenta que acreditava não existir algo mais inabalável do que o propósito anterior dele, porém, pelo contrário da garota, ele poderia se aposentar quando envelhecesse. Essa fala só reforça o quão semelhante à situação de flagelo é a situação daquela garota. Em resposta, Kirito comenta outra passagem que Cardinal havia dito a ele e que não havia sido mostrada no episódio 13 (novamente, é provável que esse tenha sido algum trecho cortado da LN naquele episódio e inserido aqui para que reduzisse explicações densas e facilitasse a compreensão): ainda que você seja capaz de interromper a degradação natural da vida usando artes mágicas (como Quinella fez com ela e com Operator, além dos Cavaleiros), não é possível impedir a alma de envelhecer. As memórias da sua alma são afetadas pouco a pouco, até serem destruídas no final (isso é uma referência direta ao que foi dito no episódio 13, acerca de Quinella atingir o limite de suas memórias e ser necessário realizar o Ritual de Síntese, originando Cardinal).

E, sim, isso explica o porquê da personagem já não lembrar mais seu nome e estar tão pobre de sentimentos. Na realidade, tudo isso resulta do fato de Quinella forçar Fluctlights como escravos, sem se preocupar com o que acontece com as memórias deles. Como Kirito logo relembra, o que a Igreja está fazendo é completamente errado. Simplesmente ignorar o que acontece com tais pessoas, tornando-as presas em seus propósitos enquanto assistem as memórias se esvaindo é realmente algo digno de repulsa, ainda mais sendo o propósito apenas voltado para manter seu governo. Eu tinha uma hipótese, mas ela, cada vez mais, começa a ficar mais clara: Sword Art Online critica (e muito) arquétipos de governantes autoritários como foi dito em “O Príncipe” de Maquiavel (não digo que é o livro, diretamente, mas sim o modelo de governo). Quinella, como eu já disse em algumas reviews, é um modelo perfeito de governante autoritário e inescrupuloso, que faz tudo para salvaguardar sua autoridade. Em contrapartida, Kawahara trata esse modelo de Estado como vilão. Sim, em SAO, há uma contraposição da frase clássica “os fins justificam os meios” (a qual fora atribuída à Maquiavel mas nunca fora dita, ou escrita, por ele).

Caminhando juntos para a porta do Jardim das Nuvens, Kirito e Eugeo ainda conversam, com Kirito deixando escapar que, mesmo após derrotarem a Administrator, o verdadeiro desafio ainda estaria por vir. Isso se trata de uma verdadeira referência ao “Teste Final de Carga”, apresentado no episódio 13, do qual Eugeo não possui conhecimento, mas Kirito sim. Dessa forma, é possível compreender o porquê de Eugeo ficar confuso e Kirito, em seguida, falar que explicaria assim que eles trouxessem Alice de volta. Me chama a atenção o fato de que Kirito, aparentemente, planeja sim contar a Eugeo e à Alice sobre o Teste Final, o que significa que ele teria de explicar a questão de eles serem Fluctlights, apenas, e não humanos. Isso é interessante, na medida em que, com cópias de Fluctlights, isto é, IAs do tipo “Top Down”, ocorre o colapso observado no episódio 06 quando eles descobrem a verdade. Já com Alice e Eugeo, ambos influenciados por Kirito e caracterizados como A.L.I.C.Es, a descoberta da verdade sobre UWO provavelmente não resultará nesse caminho. Vale lembrar que Kirito não tem conhecimento da questão do colapso, apenas Asuna e os outros desenvolvedores do projeto Alicization (além de Sinon, Suguha, Liz e Silica).

Os dois amigos empurram juntos o grande portão do octogésimo andar e, assim, a porta se abre, revelando um imenso jardim presente em um salão com cúpula. Nele consta um rio e uma ponte, além de um caminho levando até o centro de um monte, cujo topo é ocupado por uma árvore robusta. Kirito fica boquiaberto (vemos isso claramente na imagem) e segue a trilha com Eugeo, até que, em dado momento, podem observar que, ao pé da árvore, se encontra nada mais, nada menos do que Alice. Gloriosa e de armadura, ela repousa na sombra, enquanto a animação faz o trabalho dos diálogos. A cena em que Eugeo a encontra e muda sua expressão, apertando seu peto com a mão é, sem dúvidas, uma das melhores dessa temporada e anima perfeitamente a questão dos sentimentos dele por Alice. Ele chega a suspirar o nome dela, quando, de repente, ela mostra ter notado a presença deles e estende a mão, indicando para que aguardem um pouco mais.

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Kirito, ao notar a reação de Eugeo, pede que ele não lute, se concentrando apenas em desferir o golpe preciso com a adaga de Cardinal. A estratégia, aqui, se basearia em Kirito bloquear os golpes dela como for necessário, ao passo em que ele levaria o primeiro golpe de propósito e tentaria contê-la para que Eugeo pudesse atacar com a adaga. Enquanto eles discutem a estratégia, Alice olha desconfiada para os dois amigos. Swordland começa a tocar no fundo e Kirito observa que ela parece estar desarmada naquele caso (o que não significaria que estaria fraca, uma vez que, como sabemos, Alice é extremamente talentosa na manipulação das artes mágicas, podendo executar comandos desde os seis anos de idade). Kirito conclui que, como ela está, teoricamente, desarmada, ela não teria tempo de liberar sua perícia, logo eles estariam com a vantagem. Ele diz que seria melhor que eles não utilizassem as respectivas perícias na batalha (acompanhado de um flashback das batalhas anteriores, para ilustrar) e Eugeo, assim, comenta que poderia utilizar a dele mais duas vezes, apenas antes que tivesse de restaurar a vida dela com a bainha.

Kirito diz que só pode usar a dele por mais uma vez e, com isso, nós obtemos outra valiosa informação: a Perícia Perfeita, além da energia do usuário, consome muita durabilidade (vida) da espada. Não são espécies de poderes que são utilizados à toa, e sim técnicas que carregam um risco em si. Esse risco é um bom atributo dentro do enredo, para impedir que personagens utilizem de um poder exorbitante sem prejuízos, tornando as cenas de ação e a medição de poderes mais justa. Traçado o plano, os dois se aproximam e Alice se volta para eles, parabenizando-os de subirem até ali. Ela conta que imaginava ser impossível que eles passassem de Eldrie, tampouco de Deusolberth e Fanatio, mas que, com o perdão da palavra, eles chegaram até ali. Reconhecendo o poder que eles possuíam, ela pergunta de onde eles conseguem tirar tanta força e o que eles desejavam ao perturbar a ordem do Império Humano (como podemos observar, o discurso dela é semelhante ao dos outros Cavaleiros da Integridade, convictos de estarem lutando do lado certo e estarem auxiliando na proteção do Império Humano).

Depois da pergunta retórica, a Cavaleira estende a mão para a árvore ao seu lado e o que parecia uma vantagem vira uma enorme desvantagem quando a planta se converte na poderosa espada dourada que ela portava. Afinal, Kirito estava errado: Alice não estava desarmada. Observando a cena, ele percebe que a espada já estava sob efeito da perícia perfeita e ele e Eugeo mudam drasticamente de estratégia, avançando em direção à Cavaleira. Ela apenas tira a espada dourada da bainha e esta emana os comandos de sistema que já conhecemos (sim, como Kirito diz, a espada já está sob efeito da perícia e, assim que é tirada da bainha, ela ativa). Da lâmina, saem rajadas de pétalas douradas, as quais vão de encontro aos dois amigos, que corriam na direção de Alice, e os golpeam fortemente.

Com uma expressão anda amigável, Alice toma a atitude de Kirito e Eugeo como uma forma de zombaria, na medida em que eles apenas corriam em sua direção sem sacarem as espadas. Orgulhosa (a essa altura do campeonato, não preciso relembrar o quão orgulhosos os Cavaleiros da Integridade, seduzidos pela história de que foram convocados dos céus, são e como se portam, certo?). Ela ainda ameaça os dois, dizendo que o primeiro ataque teria sido um aviso e que, no próximo, apagaria a vida dos dois. Eugeo, ainda caído, observa a situação, enquanto Kirito faz algo curioso: ele se levanta e pede desculpas, desafiando Alice, formalmente, para um duelo. Como Cavaleira da Integridade, orgulhosa e dona de um poder bruto muito alto, ela simplesmente aceita o desafio, provavelmente sem desconfiar das intenções de Eugeo em apunhalá-la com a adaga de Cardinal. Ela, antes que comece o duelo, ainda solta a frase de que iria “testar os limites das intenções maléficas de Kirito através de sua esgrima”, provavelmente se referindo a testar o quão determinado pelos “ideais maléficos” Kirito estaria, já que a questão da imaginação faz grande diferença nesse mundo.

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Alice assume a posição de preparo e avança, passo a passo, na direção de Kirito, enquanto Eugeo assiste à cena. Enquanto ela segue em frente, Kirito lhe pergunta se a árvore antes vista no topo da colina do Jardim das Nuvens era a forma ancestral do objeto divino dela, o que é respondido com uma breve história. Alice para por um momento e se inicia um flashback (muito semelhante ao que ocorrera com Fanatio). Segundo ela, no lugar em que hoje se encontra a Catedral Central, existia, antes, o Ponto do Princípio, um local dado por Stacia, a Deusa da Criação (provavelmente, ela é uma das contas ocupadas por funcionários da Rath, um dos quatro Deuses daquele mundo). No ponto apresentado, residia uma fonte, no centro de uma vila, e, à beira dela, uma única árvore de Osmanthus. Essa era, portanto, a forma original da espada de Alice, a “Espada de Osmanthus”. Uma árvore, segundo ela, criada por Deus, que reencarnara na forma de um objeto divino.

Alice também conta que a espada é o objeto mais antigo já criado e seu atributo principal, eternidade duradoura, torna possível que suas pétalas, liberadas pela espada, perfurem ou cortem diversos outros objetos. Como já disse com Fanatio, cada Cavaleiro da Integridade possui uma história diferente (em relação às origens antes de serem cavaleiros) e seus objetos divinos, de forma semelhante, também ostentam lores. Porém, me chama ainda mais atenção a forma com que todos esses lores dos Objetos divinos são bem aproveitados para o sentido mítico daquele mundo, uma vez que todas as origens são relacionadas a pelo menos uma justificativa baseada na mitologia, nas contas de funcionários que uma vez pisaram naquele mundo como Deuses. Solus fora usado na lenda da espada de Fanatio e, agora, Stacia justifica a espada de Alice. Sem dúvidas, a mitologia de UWO está bem conectada às diversas histórias daquele mundo, o tornando ainda mais complexo por envolver diversos simbolismos e concepções subjetivas dos personagens, isto é, pelo fato de as lendas incrementarem ainda mais o que eram para ser apenas um punhado de dados estatísticos de um sistema de MMO. As armas são ainda mais importantes do que em SAO, sendo vinculadas em Mitologias, e não apenas em nível de poder, de modo que o quanto que você acredita que sua espada seja forte pode auxiliar no combate, devido à questão do poder da imaginação.

Com a luta se iniciando (e muito bem animada), Kirito segue em direção à Alice, desferindo um golpe. Porém, o ataque dele, bloqueado pela Cavaleira, quase o faz cair para trás com a força do impacto. É a vez dela desferir um golpe, o qual, embora bloqueado por nosso heróis, o faz ser jogado no chão. Ele rapidamente se levanta para receber o segundo ataque, sofrendo uma grande pressão e sendo jogado no rio. Os dois ainda trocam outros golpes, com Alice sempre na ofensiva e Kirito recuando, visivelmente em desvantagem, devido ao poder da Cavaleira. Acima, Eugeo corre pronto para sacar a espada, enquanto Alice encurrala Kirito no limite do jardim e diz que ele a segunda pessoa capaz de suportar os ataques dela por tanto tempo (meu palpite é de que a primeira seja Bercouli, mas ainda não sabemos).

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Retomando o que havia dito sobre avaliar a determinação de Kirito através da esgrima, Alice diz que, devido à capacidade dele em aguentar os diversos golpes dela, trata-se de uma pessoa realmente convicta de seus ideais. No entanto, ela diz que isso não é o suficiente para que ele possa incomodar a igreja e prejudicar a Ordem do Império Humano, se preparando para desferir o golpe derradeiro (enquanto Eugeo corre por trás, na direção dela, e Kirito, como denota sua expressão fácil, é capaz de vê-lo). Ela suspende sua espada e se prepara para finalizar (ao som de uma OST bem apoteótica), mas nosso herói surpreende a Cavaleira, fazendo-a deslizar a espada e fincá-la na parede, enquanto segura suas mãos e espera Eugeo invocar sua perícia. Por trás, ele finca a espada no chão e profere um “Enhance Armament”, tomando o campo de batalha e congelando tudo ao redor.

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Alice e Kirito, antes agarrados devido à imobilização que Kirito havia armado, são ambos envoltos pelos espinhos de gelo da Blue Rose Sword, que congela ambos em apenas um bloco. Tudo parecia correr bem até então, mas você, espectador, deve imaginar que era fácil demais Kirito e Eugeo, em uma jornada focada desde o início para trazer Alice de volta, conseguirem ter sucesso com apenas essa luta. Dito e feito, quando Eugeo ruma a apunhalar a Cavaleira com a Adaga, a espada de Alice não estava congelada e ela mesma, solta, se transforma nas pétalas douradas de Osmanthus e destrói facilmente o gelo, enquanto Kirito volta atrás e se ajoelha, ao lado de sua espada. Alice, consciente, diz que Eugeo não teria chance alguma de parar as pétalas dela com gelo, pedindo que ele aguarde a sua vez. Porém, assim que ela retoma a forma da espada, Kirito a surpreende com sua Perícia Perfeita, um “Enhance Armament” (Provavelmente ele recitou o comando enquanto Alice falava com Eugeo, ou então enquanto esteve encurralado). A espada dele e a de Alice colidem, numa explosão da Perícia negra e das pétalas de Osmanthus. Dessa vez, com a espada desabilitada pela perícia (como Alice observa, Kirito focou o ataque na espada, para que Eugeo tivesse a chance de apunhalá-la), Alice é jogada para trás e Kirito grita para que Eugeo avance e consiga atingi-la. Todavia, enquanto ele corria para a abertura, a parede da catedral racha (detalhes muito bem colocados na animação) e se explode, levando Kirito e Alice pelos ares. Eugeo corre na direção da abertura, porém ela começa a se fechar sozinha (as pedras retornam e consertam o local), impedindo, ao final, que nosso herói consiga sequer ver eles. Eugeo, assim, não sabe do que ocorrera com Kirito e Alice (seu melhor amigo e seu “amor”) e se encontra preso no octagésimo andar. Ao mesmo tempo, sabemos, agora, que a Catedral possui a propriedade de se consertar sozinha. O episódio termina com Eugeo, ainda desolado, gritando (excelente atuação vocal) pelo nome dos dois, batendo na parede e sem possibilidade de reagir, encaixando em mais um (e, dessa vez, com certeza inesperado) Cliffhanger e a Ending ao fundo.

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NOTA FINAL: 9,6. Talvez não ganhe 10 apenas pelo efeito comparativo entre os demais episódios. Os diálogos e as reflexões, os Simbolismos e a qualidade da série estão mantidas, além dos critérios técnicos. O restante das observações está diluído na Review.

CONFIRA TAMBÉM | SWORD ART ONLINE: ALICIZATION #15 – A LUZ DA ILUSÃO – COMENTÁRIOS SEMANAIS