Sword Art Online: Alicization #10 – Justiça é um prato que se come frio – Comentários Semanais

Salve, pessoal. Hoje trago mais uma seção de comentários semanais sobre Sword Art Online: Alicization, essa temporada que não para de nos surpreender a cada episódio. Já de antemão, peço que deixem seu feedback e compartilhem a review, já que isso nos motiva a continuar trazendo esse tipo de análise semanalmente.

[23 DE MAIO, ANO 380 DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE]

Nosso episódio se inicia no dormitório dos Discípulos de Elite, onde, em uma tarde (ou noite) chuvosa, Eugeo e Kirito polem suas espadas. Ao longe, o sino toca forte, enquanto as gotas de chuva são mostradas na janela. Kirito, ao ouvir o som, observa que esse é o sinal das 16:30, aparentemente tarde segundo Eugeo, e diz que Ronie e Tiese estariam atrasadas, algo que nunca haviam feito em uma limpeza. Preocupado com a possibilidade de algo ter acontecido, ele guarda sua espada, abre a janela, e diz que iria partir para conferir onde elas estariam. Eugeo tenta acalmá-lo, mas ele já se fora pela janela, se pendurando no galho antes de descer.


Não conseguindo convencê-lo a ir pela porta da frente (mais uma vez, o hábito certinho de Eugeo transparece), nosso espadachim embainha sua Blue Rose Sword, quando subitamente é interrompido por alguém na porta. Inicialmente, ele fica aliviado, pensando se tratar de Ronie e Tiese. No entanto, ao abrir a porta, se depara com outra garota, de cabelos castanhos e também uniforme de pajem, com uma expressão nada feliz. Ela, ao confirmar que se tratava de Eugeo, diz ser Frenica Cesky, aprendiz do segunda cadeira, Humbert Zizek. Ela pede desculpas por vir sem avisar e, com uma expressão preocupada (já percebemos que vai dar merda) e olhos trêmulos, diz que não sabia mais o que fazer. Ela conta que já sabe do que ele tinha feito à respeito da situação dela com Humbert Zizek e que acha que ele já havia feito o bastante.

Olha cara de abatida da garota… covardia fazer isso com ela.

No entanto, a surpresa vem quando ela conta que ele, nesse dia, havia dado outra ordem desse grau, algo que contradiria as ameaças feitas por Kirito e Eugeo (obviamente isso iria acontecer). Essa ordem trivial não nos é revelada pelo anime, mas Frenica diz que, caso ele continuasse dando esse tipo de ordem, ela preferiria sair da academia (acredito que não seja estupro, e sim mais um dos serviços abusivos, caso contrário ela nem teria ido até Eugeo: já teria saído da academia). Frenica também diz ter contado sobre isso para Tiese e Ronie, as quais disseram que iriam aos aposentos de Humbert e Raios para pedir que ele a poupasse (tava na cara que ia dar merda). Elas saíram, então, do dormitório, mas não voltaram até então.
Sabendo o que teria acontecido, obviamente, Eugeo se mostra perplexo (excelente ilustração das expressões faciais) e aperta sua espada com horror, saindo de imediato para o lugar e pedindo que Frenica esperasse.

No caminho, temos um breve monólogo dos pensamentos dele (de novo, esse elemento volta a aprecer, funcionando como mecanismo de imersão e nos esclarecendo melhor as coisas), o qual, ainda que seja curto, encaixa perfeitamente com a OST aqui e nos mostra que o objetivo dos vilões, ao contrário do que Eugeo e Kirito estavam esperando no episódio anterior, era atrair Tiese e Ronie. E, com isso, ficamos com a opening em um dos episódios que mais prometem até aqui.


Findada a Opening, o título do episódio se revela ser “O código de Tabus”. Eugeo bate à porta do dormitório de Raios e Humbert freneticamente. Desesperado, ele exibe uma expressão de raiva, enquanto uma voz no interior (a de Raios, prvavelmente) pede para que entre. Empunhando a Blue Rose Sword, ele adentra o quarto, o qual se encontra cheio de fumaça (à primeira vista, pensei que a fumaça seria algo que pudesse fazer o Eugeo desmaiar, mas logo descartei essa possibilidade pela Preview). Humbert e Raios se encontram vestindo roupas mais descontraídas e tomando vinho, enquanto a fumaça se revela ser de um incenso. Com as famosas expressões deles de “teatro”, as quais aumentam ainda mais a raiva que o público sente, ao convidarem, parecendo naturais, Eugeo para que se junte à eles na “bebedeira”. Já com expressões maliciosas, eles ainda acrescentam à fala o preconceito que naturalmente já tinham com Eugeo, com relação à suas humildes origens (“não é algo que um plebeu teria chance de provar”). Perceba como já estamos sendo apresentados, desde cedo no episódio, à atmosfera que cria os sentimentos de repulsa e ódio aos vilões, já presente nos episódios anteriores.

Kirito Player 2 chegou putaço.

Eugeo, provavelmente obedecendo à sua hierarquia (e não vendo o sinal das duas pajens), tenta manter uma expressão respeitosa e se dirige à Humbert, perguntando sobre Tiese e Ronie. Raios, com sua expressão maliciosa de sempre (mais uma vez, criação de atmosfera e ambientação: checked), se dirige a Eugeo com mais uma cena de “teatro”, agindo como se não tivesse ciência de que elas fossem as aprendizes deles (o que é meio óbvio que não é verdade). Ele ainda caracteriza elas como corajosas por terem tido a “coragem” de visitar os aposentos dos dois discípulos de elite da primeira e segunda cadeira. Em seguida, já dando indícios da cartunização (a língua gigante aparece), ele continua a construir a atmosfera com mais um diálogo teatral de que, “às vezes, assertividade pode ser confundida com desrespeito”.


Provocado por tais palavras, Eugeo começa a perder sua compostura e já age com mais nervosismo. Ele questiona os dois vilões sobre onde estariam as pajens, obtendo como resposta o mesmo sorriso malicioso e patológico deles. Eles se entreolham, como se já estivessem prontos para colocar o plano em prática, e avançam em direção à uma sala paralela no quarto. Abrindo a porta, os três entram e os dois vilões se colocam em torno de uma grande cama com lençóis vermelhos, enquanto esboçam, mais uma vez, a expressão maliciosa. Eugeo, ao ver aquilo, fica perplexo e deixa isso bem estampado em sua expressão facial (atmosfera e ambientação: checked). Lentamente, somos mostrados ao inevitável: Ronie e Tiese, com expressões de desespero e medo, amarradas e amordaçadas na cama (atmosfera e ambientação: checked), olhando fixamente para a situação em que se encontram e para Eugeo.

Se você já se sentiu perturbado com a cena, imagine estar na pele delas durante esse momento.

Nosso espadachim, revoltado, exclama contra Raios, que faz um novo teatro ao justificar, de forma cínica, seu ato, com base no “desrespeito” que as duas aprendizes faltaram com eles. Isso cria ainda mais uma tensão no espectador, prendendo-o na cena e deixando-o ainda mais com raiva dos vilões, os quais tentam embasar seus atos injustificáveis(atmosfera e ambientação: checked), e isso se vê ainda mais pelo fato de sabermos que, obviamente, isso tudo é uma grande farsa e situação criada para que eles pudessem se aproveitar delas enquanto diminuiriam o Eugeo. Humbert, ainda, completa a fala de Raios, explicando que o desrespeito estaria no fato de elas acusarem ele de abusar de sua pajem para satisfazer seu desejo sexual. Ele ainda menciona na frase o fato de ser um Nobre de quarto nível (isso é importante para o restante da trama).


Humbert, mantendo o “teatro” e a criação de ódio que os espectadores já nutriam sobre ele, ainda diz estar guiando Frenica para o caminho certo, o que consegue irritar ainda mais o público por se tratar de alguém que ainda tem a “audácia de fingir o que é absurdo e tentar justificar” (atmosfera e ambientação: checked). Raios ainda complementa a fala do outro palhaço, contando que ele também havia sido acusado por elas de liderar o esquema e de também ser culpado e, como se já não bastasse, ainda acrescenta, mais uma vez, o patamar de honra dos nobres. Segundo o diálogo, Raios é um nobre de terceiro nível (o que justifica que ele seja mais líder em comparação a Humbert). E, mais uma vez, temos a raiva alimentada pelo anime (ambientação e atmosfera: checked).


Eugeo, tendo escutado tudo isso, replica que a punição escolhida por eles não é funcional de acordo com a Autoridade Punitiva dos Discípulos (já que, como fomos explicados nos episódios anteriores, as punições geralmente são baseadas em lutas de esgrima). Raios, esbajando uma expressão bem caricata (parece que saiu de um manicômio, é tão patológico que consegue reforçar o ódio que temos), provoca novamente Eugeo, dizendo que, segundo o código, em caso de punição, Leis Superiores levam precedência. Embora não tenhamos sido apresentados a essa informação até então, podemos saber que ela é verdadeira pela expressão de surpresa de Eugeo. Essas leis superiores, segundo Raios, são exemplificadas pelo Index Taboo e pela Lei Imperial (provavelmente aquela sob a qual o sistema de Nobreza funciona).

Raios, de fato, mostra estar utilizando a Lei Imperial a seu favor, na medida em que, um segundo depois (hiato curto entre o conceito e a explicação) já conta que, por ser um nobre de terceiro nível enquanto as garotas são de sexto nível, poderia aplicar qualquer tipo de punição sobre elas, sob o Código Judicial dos nobres. E, aqui, temos um grande brilhantismo desse enredo, novamente. SAO já havia proposto no episódio anterior a filosofia acerca do que era certo e o que era errado naquele mundo, com direito à passagem de Kirito questionando o Index Taboo e seus princípios e, assim, influenciando Eugeo e as discípulas, ao expor a máxima de que existem coisas proibidas que deveriam ser feitas, tal como existiriam coisas não proibidas que jamais deveriam ser feitas. Esse paralelo estabelecido entre episódios se amarra ainda mais à proposta aqui, já que Raios coloca algo em prática de uma forma ainda mais intensa que Humbert havia feito. Antes, ele havia dado ordens sórdidas e pevertidas para a subordinada (como já tratamos antes, uma questão de abuso de poder), as quais poderiam ser feitas por não serem proibidas. Agora, no entanto, Raios vai muito além, ao utilizar a lei a seu favor para que possa sustentar esse tipo de atitude.

Esse tipo de abordagem desconstrói ainda mais a moral por trás do Underworld. Se antes já fomos ambientados a questionar a veracidade do Index Taboo e das leis que regiam aquele mundo porque elas não proibiam certas coisas, agora entramos em uma discussão muito mais séria, uma vez que, além de não proibir atos imorais, elas ainda podem ser utilizadas como base para isso. E, como se não bastasse, ainda podemos fazer uma grande analogia ao falso Index Taboo, que pune de uma forma tão desproporcional (venho falando isso desde o primeiro episódio, com base no que ocorreu com Alice) certas atitudes e alivia outras, gerando uma hipocrisia total. A filosofia que Kirito havia trazido antes não só se comprova aqui, como também chega a convencer o espectador ainda mais, tamanha a comparação e ilustração feitas. Enfim, esse objetivo do autor foi, com certeza, conquistado.

Em paralelo, outro brilhantismo que tenho que reconhecer aqui é a forma com que SAO aborda a Lei Imperial, ou Código dos Nobres. No episódio anterior, já fomos apresentados à essa dinâmica, com Tiese tratando da segregação com a qual os Nobres se organizavam e com a questão do Judiciário dos nobres de níveis mais baixo ser determinada pelos de nível 4 ou superior. Eu já suspeitava do fato de que isso seria utilizado em prol dos nobres da hierarquia mais alta, na medida em que eles, juízes, poderiam impor quaisquer punições aos de nível mais baixo. Aqui, essa teoria foi comprovada (depois fiquei sabendo que, na LN, isso era mencionado): Raios é um exemplo perfeito de como essa autoridade é desproporcional e sujeita a abusos de poder e de arbitrariedade. Isso não só encadeia o enredo ainda mais com as propostas ditas anteriormente, como também reforça o quão falsa é a ética daquele mundo. Eu começo a me perguntar, cada vez mais, enquanto assisto Alicization (já estou sendo ambientado, veja como o anime faz isso desde o começo) a desconfiar do modelo “eticamente perfeito” dos Fluctlights Artificiais. Eles seguem rígidamente o Index Taboo, mas, ao mesmo tempo, as patologias sociais e os comportamentos que me dão repulsa estão sempre presentes. Em resumo, a hipótese que eu crio é de que eles não são extremamente éticos ou perfeitos como contamos (e a prova virá mais a frente nesse episódio).

Voltando à cena, agora temos, para mim, o único defeito desse episódio: uma cena de dois segundos em que Raios, dizendo ser capaz de fazer qualquer tipo de julgamento segundo a Lei Imperial, tira sua camisa e se joga na cama, para cima das garotas. Essa cena, embora seja claramente uma caricatura e até consiga cumprir seu objetivo em ambientar e reforçar ainda mais nossa raiva e ódio pelos vilões (tensão e atmosfera pesada: checked), me pareceu um pouco ridícula. Não que tenha falhado em seu propósito totalmente, afinal a caricatura está aí para isso, mas, perto das demais caricaturas do episódio (as línguas e expressões patológicas e animalescas, as quais fazem mais sentido) ela foi desnecessária e deve marcar o anime com vários memes ridículos (e engraçados). E, como não bastasse, ele ainda solta a frase impactante “que é um direito meu”.

Dando início à cena perturbadora e que gera uma explosão de raiva (finalmente, somos capazes de libertar o ódio que existe dentro de nós), Raios tira a mordaça de Tiese e avança sobre ela, desempenhando ações grotescas e que nos deixam ainda mais tensos e com ódio. A caricatura aparece novamente aqui, com a língua descendo e lambendo o rosto dela, enquanto ele diz “vou te castigar”. Ao mesmo tempo, Humbert também avança sobre Ronie, embora de uma forma menos caricata. A violência que eles utilizam é muito destacada e colocada em primeiro plano (não tem como ocorrer a polêmica de Goblin Slayer, na medida em que, apesar de eu discordar naquele caso, não houveram aqui vestígios que pudessem ser, erroneamente, interpretados ), o que reforça ainda mais o efeito de choque, de brutalidade, de atmosfera pesada e de ódio.

E, se não basta toda essa violência e toda a atmosfera pesada que o episódio constrói de forma magistral, não só a partir da caricatura, mas também dos diálogos, expressões e do histórico criado a partir dos episódios anteriores., Eugeo ainda, revoltado, se encaminha para deter Raios e Humbert (com a espada embainhada), mas é parado pela fala de Raios, o qual adverte que aquela era uma punição legítima de acordo com a Lei Imperial e o Index Taboo. Sendo assim, Eugeo se encontra em um impasse psicológico e, ao mesmo tempo, ético. A OST é essencial para que crie o clima de tensão e, ao mesmo tempo, esse impasse ao qual o personagem está submetido é impressionantemente bem colocado: vivenciamos a profundidade de um personagem que se mostrou essencialmente humano ao longo de toda a narrativa. Eugeo é literalmente posto à prova aqui, tendo que decidir entre seguir o Index Taboo, algo que ele foi acostumado a obedecer rigorosamente como Fluctlight Artificial, ou dar voz ao seus princípios morais e ao seu orgulho, tal como Kirito havia dito antes. Sem dúvidas, a profundidade aqui é alta e muitos não irão perceber: Kirito influenciou Eugeo no episódio anterior e ao longo dos dois anos que conviveu com ele, tendo seu ápice na filosofia do episódio 09. Dessa forma, o encadeamento ao episódio 06 e ao Plot Twist da fabricação de A.L.I.C.E.S é rigoroso e pertinente, na medida em que Kirito foi inserido naquele mundo justamente pela possibilidade de influenciar os Fluctlights a agirem conforme suas emoções, em detrimento do Index Taboo. O tempo todo, a narrativa reaproveita os elementos, e isso é algo positivo, na medida em que facilita a interpretação do espectador e torna a obra ainda mais complexa.

Paralisado pela declaração de Raios, segundo o qual, caso Eugeo desse mais um passo, ele seria considerado um criminoso (inclusive, a expressão de Raios é extremamente repulsiva e digna de manicômio aqui, o que reforça a caricatura), nosso espadachim se ajoelha e fica ainda mais preso no impasse. A tensão e a carga emocional que esse clímax despeja sobre o espectador é impressionante: Eugeo se encontra, sem dúvidas, em uma situação muito delicada, onde tem que tomar a decisão profunda de confiar ou não na filosofia de Kirito. Enquanto ele duvida das ações, suas pernas se mostram travadas (o que pensávamos ser apenas a imaginação dele, na verdade, se mostra um verdadeiro selo aplicado naquele mundo, motivo pelo qual, provavelmente, os Fluctlights Artificiais são incapazes de quebrar o código de tabus. Mais uma vez, vem a nós a imagem do episódio 01, referente ao olho de Eugeo, graças ao qual ele não foi capaz de salvar Alice.

Enquanto ele se encontra travado e lutando contra as restrições, os dois estupradores continuam ainda mais o ato de violência. Arrisco dizer que, aqui, se a tensão já não era suficiente, o episódio conseguiu ultrapassar ainda mais seus limites, na medida em que as ações dos dois vilões são ainda mais animalescas e repulsivas, além de mais finamente descritas (os detalhes das ações deles, como por exemplo do Humbert tirando as meias de Ronie, me deixou ainda mais nervoso do que as caricaturas, principalmente por tornar aquilo ainda mais sofrível… imagine uma mulher ver a cena de ser violentada se aproximar aos passos lentos). Isso é ainda mais presente nas expressões delas, muito bem demarcadas e que ilustram muito bem a reação das pessoas frente ao trauma, agonizando.

Ainda sobre o quão marcante essa cena de violência foi para mim, Raios desabotoando a blusa de Tiese me encheu ainda mais de raiva (muito mais do que a caricatura, que por sinal também aparece nessa cena, com a expressão do Raios, conformado com o estupro e se aproveitando da situação. Acho que, a essa altura do campeonato, é mais do que certo que a atmosfera pesada e o clima de tensão foi instaurado. E, além de tudo, Tiese exclama por Eugeo, o que aumenta ainda mais a tensão do episódio e a raiva que transferimos. Desde o início, o episódio e o próprio anime (se levarmos em conta ele desde o episódio 07) construiu muito bem esse clima e a atmosfera para que tivéssemos raiva dos vilões (o que não é a única função deles, como já demonstrei em episódios anteriores, ao considerar a questão de eles serem ilustrações para como sentimentos negativos também são influentes aqui.

Eugeo, com seus olhos arregalados e ainda travado naquela posição (o maior trauma pode ser delas, mas carregar uma culpa dessas… ver pessoas importantes para você serem estupradas sem poder fazer nada, não deve ser algo muito bom, não é mesmo?), se lembra, nesse momento, das mesmas falas que Kirito havia soltado no episódio anterior (exatamente o que eu venho comentando aqui, o conflito entre a ética segundo as leis e a ética moral). Essa refelxão é extremamente psicológica e também é muito bem encadeada com os episódios do anime, como já demonstrei. Sem dúvidas (aliás, com dúvidas), aqui se iniciou a melhor parte do episódio, com Eugeo desenvolvendo não só sua superação, mas também comprovando o papel de Kirito como único humano em Underworld.

Caricatura demais. Das aplicadas, a única que eu achei desnecessária.

Repetindo o clima, as características e o enfoque na violência dos personagens, além de todo o drama e as reações completamente desesperadas das garotas (inclusive, essa parte aumentou ainda mais a tensão para mim, porque, passo a passo, os malditos chegavam perto de seus objetivos, o que me deixava com raiva… o detalhe do raios afrouxando as calças, bem como eles segurando as pernas das garotas, chegou a me passar uma vontade imensa de quebrar o computador), Eugeo luta contra o selo que o prende, enquanto a cena progride no clímax. A violência, agora, fica ainda mais em primeiro plano, mostrando eles tratando elas de forma ainda mais brutal (mais caricatura do Raios, de brinde). Eugeo, assistindo a tudo isso, reflete no quão corajosas elas foram em vir pedir pela libertação de sua amiga, assim como também começa, agora sim, sem ser em suposicões, a duvidar e a criticar o Index e o sistema de leis daquele mundo… ele se torna, oficialmente, um A.L.I.C.E.

E, novamente, nesse momento, vemos o brilhantismo da cena transbordando. A direção e a animação foram tão excelentes aqui que não tenho nem palavras para elogiar. Os detalhes do olho de Eugeo dilatando, bem como os efeitos que a própria espada faz (os sons de resistência cibernética, deixando ainda mais claro que aquilo era um selo, o que nos ambienta para o que virá ao fim do episódio), introduziram tão bem a cena que não fico surpreso quando, finalmente, seu olho volta ao estado observado no primeiro episódio, exibindo a mensagem “SYSTEM ALERT – CODE: 871”. O próprio ponto de vista dele vendo isso, que chega a tornar a visão do personagem turva, foi algo inovador e que eu não esperava.

Ao fundo, passam as cenas finais de escabrosidades e coisas repulsivas, com mais uma construção das personagens agonizando (sim, a tensão passada aqui foi tão intensa que não vejo como alguém pode não ter assistido o episódio sem criar ódio).

Aqui, o clímax finalmente atinge seu ápice: Eugeo enfim supera o selo e saca sua espada. Seu olho, no processo, chega a explodir (gore em Sword Art Online, sim, mas uma cena nada apelativa) e sua fúria é tremenda. Com a Blue Rose Sword sacada, ele imediatamente carrega uma Sword Skill e avança de forma avassaladora contra os dois. Raios desvia, por pouco, do golpe, enquanto Humbert tem seu braço cortado (mais gore, que não é apelativo, e sim algo que demonstra o realismo em Underworld e também serve como elemento para mostrar como a vida dele se esvai… vocês já verão). Libertadora, essa cena finalmente traz ao público a acão que ele desejava para fechar o clima e a punição que o vilão merece. Vale lembrar que o trauma das garotas era tanto que a expressão delas ao ver o sangue jorrando é ainda mais preocupante, assumindo um estado praticamente vegetativo (aquele efeito dos olhos sem pupilas que conhecemos).

Humbert, com seu braço cortado, exclama que estaria perdendo sua vida (durabilidade, nos padrões do jogo) e fica desesperado, pedindo a Raios que utilize uma arte sagrada para que impeça de que ele morra (daí a importância do Gore nesse enredo: ele não é apenas um elemento para atrair o público “edgy”, mas sim para relembrar que os sangramentos diminuem a durabilidade e outras funções (tal como no episódio 04, quando é usado como choque de mundos para que Kirito perceba a maior verossimilhança de Underworld em relação a um mundo virtual). Entretanto, Raios ignora Humbert e parte para o fundo do quarto, pegando sua espada. Enquanto Humbert pega, desesperadamente, uma corda para que estanque o sangramento, Raios age ainda mais como um “maluco” (caricatura, novamente) e se mostra surpreso por nunca ter visto alguém cometer um crime daquela magnitude.

Se você pensava que estava recuperado da raiva, se enganou. Raios volta a soltar diálogos “teatrais”, alegando que, em razão desse crime, poderia julgar Eugeo (ainda que a autoridade judicial dos nobres só valha para nobres inferiores e plebeus, pessoas que quebram um Tabu são consideradas criminosas e podem ser punidas). Em resumo, é possível que ele tenha planejado isso o tempo todo apenas para que pudesse matar Eugeo. Ele ainda assume uma face mais psicopata e cartunizada (a cartunização desse episódio, à exceção da cena do Raios pulando na cama, não me incomodou por cumprir seu papel), esperando cortar a cabeça de Eugeo, o tratando como criminoso e exclamando que a morte dele o tornaria ainda mais forte.

E, ao descer a espada (a cena de câmera lenta ficou excelente aqui), Kirito dá sua entrada triunfal (é o que eu estava esperando desde o começo do episódio… um pouco previsível, mas ainda sim não é suficiente para que seja considerada um defeito de produção ou de enredo, afinal o clichê é leve demais e cumpre sua função de uma forma muito melhor do que se fosse quebrado). Travando a espada, Kirito exclama para que o cadeira um abaixe sua arma, protegendo Eugeo, enquanto este lhe responde que Eugeo agora havia quebrado o Index Taboo e era um criminoso (obviamente, não sé pelo amigo que Eugeo representa, mas também por discordar do Index, Kirito não cairia nessa).

Entrada triunfal… não é inovador mas sempre funciona.

Fazendo jus ao que já esperamos dele, Raios ainda provoca Kirito, remoendo a história das Zephilias que eles haviam cortado (reaproveitamento do episódio 8, claramente produtivo aqui para o encadeamento dos elementos de uma narrativa). Kirito, já completamente lúcido e enfurecido, diz não se importar com o código dos nobres, sendo Eugeo seu amigo, e, além disso, põe Raios em um patamar de escória inferior ao dos próprios Goblins observados no episódio 4 (mais um encadeamento produtivo). Raios, de imediato, parece surpreso, mas logo retoma sua confiança e caricatura, replicando que Kirito e Eugeo, dois “caipiras” (a personalidade deles é coerente desde o começo, mantendo o ego e o preconceito socioeconômico), teriam cometido crimes tão graves.

Nesse contexto, Raios recua e se prepara para desferir um golpe derradeiro (parece com a Skill do estilo High-Norkian que Volo havia usado, mas provavelmente não é a mesma). Eugeo, ao ver Kirito sozinho contra Raios, tenta se levantar, mas é parad por Kirito, que assume a responsabilidade. E, aqui, uma das melhores cenas de ação e clímax aparece: Kirito empunha sua espada negra e a infunde com o poder de seu estado mental (provavelmente, determinado pela raiva que sentia de Raios e pelo sentimento de justiça). Ela novamente cresce (não em comprimento, mas em largura) e ele a coloca para trás em sua clássica posição de luta do Estilo Aincrad (até as coreografias de luta estão sendo fiéis ao estilo), enquanto a luz ilumina a espada com uma Sword Skill e penas voam para todos os cantos (aplausos máximos para a animação dessa sena, uma das mais bem animadas de SAO atá aqui, sendo que todas até agora foram boas). E, como se não fosse o suficiente, ao som de Swordland, a trilha sonora mais marcante de SAO, as auras da imaginação de Kirito e Raios colidem, enquanto os demais personagens assistem à luta.

Em câmera lenta, as espadas colidem, com a força do impacto entre as Skills sendo capaz de quebrar vidros do quarto. Raios aumenta a pressão contra Kirito, que se ajoelha em busca de sustentar o peso (até as onomatopéias foram excelentes aqui… meus parabéns à produção). Raios, em vantagem, continua com sua personalidade arrogante (contando vantagem antes da hora) e infunde sua espada, tal como Humbert faz no episódio 9, com sentimentos negativos, recuperando a aura negra. E, no ápice da OST, Kirito é capaz de cortar a espada dele e, ao se apoiar com o recuo, girar e cortar ambos os braços com uma Sword Skill. Vale lembrar que o fato de Kirito cortar a espada de Raios NÃO é protagonismo, uma vez que, como explicado e explorado em todos os episódios, o sistema de Fluctlights funciona com base na alma, sendo natural que o jogo dependa da determinação e dos poderes da mente. Além disso, esse princípio vale para todos os personagens (como o próprio Raios utiliza) e, nesse caso, sobretudo, não preciso dizer que a motivação de Kirito é muito superior, não é mesmo?

Raios, com seus braços sangrando (AGORA SOFRA, SEU MONSTRO!) e uma dor imensa, começa a gritar quando cai a ficha. Ele inspeciona o local e corre desesperadamente para Humbert (tal como Humbert correu para ele e foi ignorado), pedindo-o para parar o sangramento. Ele, tão fútil que é, pede para que ele desamarre as cordas dele e cubra seu sangramento (mais uma vez, o medo da morte e a forma com que a perda de sangue diminui a durabilidade são funções que justificam o gore em SÃO… até mesmo os elementos que são mais criticados em uma obra são produtivos aqui), o que é recusado por Humbert (ele justifica através do medo de sua vida diminuir, mas o justo seria recusar por ter sido ignorado por Raios, afinal um maldito desses merece morrer… não que Humbert seja bonzinho também).

Humbert ainda alega que aquilo seria uma violação do código de Tabus, o que faz Raios entrar em pane pelo choque. Sim, é irônico o quanto eles se apoiaram no código de tabus e, agora, são incapazes de salvar a vida um do outro justamente por ele… sem dúvidas, um final que os vilões mereceram). Raios, repetindo as palavras “vida”, “sangue” e “tabu”, se contorce no chão (agonizando) enquanto é iobservado por Kirito e Eugeo, que rumam para salvar Ronie e Tiese das cordas. Kirito ainda pega uma das cordas e decide entregar para ele (cara, apesar de tudo que ele fez, ainda cogitar isso? eu ficaria muito nervoso se por acaso funcionasse), o que não surte efeito, já que Raios já estava em uma pane total. Ele se contorce e continua a repetri tais palavras, sendo observado com espanto pelos demais ali presentes. Sua imagem começa a assumir a forma de “bug” característica de sistemas (temos, aqui, o novo mistério da narrativa… algo que promete ainda mais… a cada descoberta é uma nova pergunta, algo essencial para sustentar o hype em cima de um mistério). Ele ainda assume uma voz robótica (típica de erros de sistema, excelente escolha) e, em uma cena em preto e branco, subitamente morre. Kirito, observando, se pergunta (monólogo, o bom e velho que nos proporciona imersão todos os episódios, aparece aqui também, ainda que em apenas uma fala, para que oriente o espectador melhor e o faça pensar junto com o protagonista) o que teria acontecido com o Fluctlight, enquanto Humbert, desesperado ao ver a morte de seu companheiro (QUE VAI QUEIMAR NO INFERNO AHHHHHH), assume uma posição aterrorizada e chama Kirito de assassino, enquanto corre pelo quarto e desaparece nas sombras.

Finalizada a cena clímax e a tensão, sou obrigado a destacar, novamente, o quão produtiva, bem dirigida, encadeada e excelente foi essa parte. Saímos da melhor parte do episódio ao meu ver, o clímax no qual Eugeo se supera, e adentramos um segundo clímax que, se não emprega tanta filosofia quanto o primeiro, dá um show de produção e consegue passar, ainda mais que o primeiro, a emoção e a satisfação do público ao ver o vilão sendo massacrado. A ambientação que foi construída em cima dos vilões desde o episódio 07 (além dos outros motivos pelos quais eles foram desenvolvidos) não foi à toa: rendeu o melhor clímax até aqui. E, se não entregou a mesma satisfação que o segundo, o primeiro clímax foi a melhor cena do episódio, justamente por expor a filosofia e o conflito de ética, tema central de todos esses episódios de Underworld desde que chegamos até aqui e, provavelmente, do arco inteiro como um todo (ainda é cedo demais para dizer). Além da reflexão, a tensão do primeiro, justamente por ser permeado pelas cenas de violência, cartunização e pela tentativa de estupro como um todo, foi muito maior que a do segundo, contribuindo para que este tenha chamado mais minha atenção.

Eugeo, agora cego de um olho, embainha sua espada, enquanto Tiese, de pé, corre até ele e se atira em seu peito, chorando. Interpretando a personagem, não deve ser nada fácil para ela e para Ronie suportar esse tipo de situação. Além do trauma psicológico pesado com os dois patetas e das cenas de horror, ainda carregam uma certa culpa de terem feito Eugeo se tornar um “criminoso” ao transgredir o Index Taboo. Ela pede desculpas, justamente por esse sentimento, obtendo a serena resposta de Eugeo de que ela não teria culpa de nada. Ele ainda diz que estaria tudo bem por elas estarem em segurança e pede desculpas (MEU DEUS, a gentileza desse personagem tem limites?) por ter “feito ela passar por tudo isso”. Ela o abraça e chora copiosamente, assim como Ronie faz com Kirito, logo ao lado. Ele e Eugeo se assentem com a cabeça, mas, no momento em que tudo parecia ter se resolvido após o desastre, o rosto misterioso (o mesmo do episódio 01) reaparece, sendo relembrado por Eugeo (através do nosso bom e velho amigo, o monólogo, que, como vivo falando, contribui para a imersão do espectador e para maior esclarecimento) como já visto. Kirito, entretanto, percebe que aquele rosto iria falar algo (o detalhe na boca do rosto misterioso foi execelentemente aplicado aqui) e pede para que Eugeo não permita que Tiese ouça aquilo, assim como ele também faz com Ronie.
“Unidade Singular Detectada. Rastreando ID. Coordenadas Fixadas. Relatório completo.”

Proferindo essas palavras, o monitor desaparece no sistema, enquanto era observado por Eugeo e Kirito. A cama ensangüentada e cortada é mostrada aqui, assim como Eugeo olha para o corpo de Raios estirado no chão. Esses elementos, quando vistos por ele, o fazem lembrar das palavras de Humbert ao deixar o quarto: “Assassino! Monstro!”. Com esse sentimento, essa lembrança, Eugeo começa a se lamentar e a tomar conhecimento do que havia feito de uma outra forma: ele se vê como um criminoso, como alguém que havia desnhonrado o Index Taboo e começa a chorar. Ele chega a exclamar a frase que, arrisco dizer, foi aquela mais impactante nesse episódio: “Agora eu sou como aqueles goblins.” De novo, esse paralelo extremamente pertinente sendo estabelecido ao longo do episódio encadeia de uma forma muito boa os episódio 04 e os elementos desse mesmo episódio (no caso, Raios sendo chamado de escória e sendo comparado aos Goblins). Mas, além disso, cabe chamar atenção para, de novo, o quão humano esse personagem é. Mesmo ferindo alguém da escória e que representou um grande mal para ele, ele ainda se pune e se lamenta, se sente decepcionado consigo mesmo e se vê como um monstro por quebrar o código de tabus. Existem limites para a humanidade dele, mesmo sendo um Fluctlight? Quanto ao Kirito, acredito que a reação dele foi mais passiva justamente por se tratar de um fluctlight e de ter certeza da injsutiça do Index, já que essa é sua fiosofia.

Para coroar toda essa humanidade, Kirito consola seu amigo ao por a mão no seu ombro e solta uma frase tão impactante quanto: “Você é um humano como eu, Eugeo… sempre que você comete um erro, você sofre por ele para descobrir seu significado. E, finalizando a cena, ao passo em que nos afastamos do quarto, Tiese tira um lenço e limpa o sangue do olho de Eugeo, o qual havia escorrido pelo seu rosto. É claro que não podemos deixar de comentar que, não tendo nenhuma consciência de como funciona o selo e o mundo, nenhum deles questionou a questão do olho. Isso não pode ser entendido como falta de explicação, e sim porque nenhum deles entende a situação por falta de informações, o que não quer dizer que seja uma falta de explicação, e sim um mistério para eles, cuja resolução será mais adiante no enredo.

Transitando, então, para a cena seguinte (e a final do episódio), temos Kirito e Eugeo repousando sobre uma sala diferente, na Academia da Espada. É de manhã e ambos dormiam, quando Kirito e, depois, Eugeo, acordam com o tilintar das chaves afora. Eles parecem presos em um quarto-cela (de fato, isso faz sentido se lembrarmos que eles feriram o Index Taboo) e vêem, de repente, a instrutora chefe da academia, Azurica, abrir as portas e chamá-los para fora. Ambos se dirigem à porta e, ao saírem, ela chama por Eugeo e tira de seu bolso uma pílula verde, minúscula. Ao apertar essa pílula, ela é capaz de gerar uma certa energia luminosa que se dirige em direção a Eugeo junto com sua mão.

A energia se sobrepõe à mão da instrutora, que desce sobre o a cavidade ocular de Eugeo, enquanto ela executa uma arte mágica já vista até aqui: “System Call – Generate Luminous Element”. Ao mesmo tempo, ela acrescenta à arte sagrada o comando “Reconstruct Lost Organ”, fazendo um claro comando à reconstrução do olho de Eugeo, que é capaz de abri-lo logo depois. Feliz com a visão recuperada, ele sorri e agradece à Azurica (OST muito adequada ao momento, por sinal). Em meio ao agradecimento de Eugeo, ela conta que precisa levá-los, agora, para o acompanhante deles (já ambientados com o episódio 01, percebemos que, provavelmente, se trata de um Cavaleiro da Integridade da Igreja do Axioma, assim como aconteceu com Alice). Antes, porém, ela se dirige novamente a Eugeo, proferindo uma frase um tanto curiosa: “Você rompeu um selo o qual eu jamais fui capaz de quebrar”, se referindo ao selo do Index Taboo, claramente. Aqui, finalmente, somos confirmados de que Eugeo era travado não pelo seu estado mental (ou não apenas por isso, já que o selo afeta, possivelmente, o estado mental dele), mas por um selo em específico que o impedia de agir e quebrar o tabu. Ainda acrescentando, Azurica diz a Eugeo que, em razão disso, ele seria capaz de chegar onde ela jamais havia chegado (algo interessante, já que, no episódio 08, foi revelado que ela era excepcionalmente forte e renomada como guerreira).

Posteriormente, ela se volta para Kirito e conta que, mesmo não tendo conhecido quem ele realmente era, quando ele chegasse naquela torre algo com certeza iria acontecer (mensagem simbólica) e que estaria rezando para que eles encontrassem a Luz (o que faz us ao fato de serem vistos como pecadores… a torre e a correção dos cavaleiros é tratada como uma salvação para eles). E, aqui, eles se dirigem à mais uma das esperadas cenas de spoiler da abertura (quadro onde aparecem as luzes: checked), onde uma certa alguém os espera, virada de costas. Ao se aproximarem da garota, loira que veste uma armadura dourada e capas azuis, Eugeo lembra já ter visto essa combinação de cores anteriormente (monólogo que nos gera imersão, embora nesse caso não fosse tão necessário por já ser óbvio quem era). E, numa finalização que responde às perguntas com ainda mais dúvidas, a mulher exclama: “Sou a Cavaleira da Integridade da Igreja do Axioma responsável pela cidade de Centoria … Alice Synthesis Thirty”. Eugeo, perplexo, mal consegue falar seu nome enquanto a fita, enquanto o episódio se encerra com a ending. Vale lembrar que o sobrenome dela tem relação com o do Cavaleiro do primeiro epísódio, Deusolbert Synthesis Seven, o que ainda cria mais perguntas e mistério, prendendo muito bem o espectador para o próximo episódio.

NOTA FINAL: Sem dúvidas, o segundo melhor episódio de Alicization até aqui (ainda perde para o episódio 06, na minha visão). Sua nota, antes que eu me esqueça, é 10, ainda que a cena do Raios pulando na cama tenha sido, dentre as evidências de cartunização, um pouco exagerada (ridícula) em comparação às outras. Meu comentário sobre o episódio está diluído ao longo da review.

CONFIRA TAMBÉM | SWORD ART ONLINE: ALICIZATION #9 – “PROIBIDO X IMORAL” – COMENTÁRIOS SEMANAIS

Justiça é um prato que se come frio
  • AVALIAÇÃO DO AUTOR

Tito Fonseca

Fã de Sword Art Online, contribuo para esse blog com minhas análises sobre esse anime que tanto me marcou.

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