Sword Art Online Alicization #7 Parte 5
  • AVALIAÇÃO DO AUTOR

Kirito ainda possui um grande caminho a percorrer nesse mundo como espadachim, assim como Eugeo. Não é possível que as pessoas, portanto, falem que ele ficou “apelão” da noite para o dia (o que não chega nem a ser verdade no primeiro arco).  Ao espirrar terra enquanto caía, Kirito acaba atingindo o homem misterioso de roupa branca, o mesmo que o observava treinando e que havia demonstrado, até aqui, estar impressionado ao ver o combo de 4 hits. Ele observa Kirito caído no chão, com uma expressão de superioridade e, quando nosso herói toma conhecimento da presença dele, nos revela sua identidade: o homem se trata de Volo Levantheim, primeira cadeira da Academia dentre os veteranos. Se desculpando com o discípulo de Elite, Kirito demonstra grande respeito (apesar de, como falei, se meter em confusão, ao contrário dos Artificial Fluctlights) e, ao mesmo tempo, um certo desespero.

Volo, exibindo sua “arrogância”, demonstra conhecer de vista Kirito e lhe adverte ser proibido treinar com a espada durante os dias de descanso (lembra-se da informação que nos foi dada logo no começo do episódio e reforçada depois? Pois, aqui está ela sendo aplicada). Pressionado, Kirito conta que não estava treinando com a espada, mas sim testando-a assim que havia acabado de conseguir, justamente pela ansiedade. Volo reconhece a empolgação dele (desconfiando de que seria mentira), mas decide perdoar Kirito por ser, justamente, semelhante a ele nesse aspecto (procurar motivos para empunhar a espada). Mas, antes que Kirito ficasse grato com o aprendiz de elite, Volo diz que não relevaria o fato de ele ter sujado sua roupa. Dessa forma, se encaminha a confusão que foi ensaiada na cena.

Em seguida, somos deslocados para o Salão de Treinos da Academia, onde vários dos alunos se sentam na arquibancada (Kirito, inclusive, se pergunta o motivo de tantas pessoas saberem da luta sendo que ela foi definida na hora… o que já nos ambienta, dando pistas, de que a luta havia sido premeditada pelos veteranos Humbert e Raios, inclusive mostrando eles sorridentes na platéia). Kirito se encontra no centro e vê chegarem Eugeo e Liena, ambos preocupados (mais do que Kirito, sobretudo Eugeo) com nosso herói. Eugeo, além de tudo, menciona que Kirito havia ficado um ano sem aprontar… mais um dos vários vestígios da dualidade entre eles, de como são opostos e como isso faz a amizade deles ser natural e encaixar bem.

Liena questiona Levantheim sobre a situação, o qual responde que Kirito havia faltado com respeito para com ele e, assim, havia a necessidade de um castigo não sério (no caso, uma luta com espadas de verdade). Kirito, como eu já disse, se mostra incrívelmente despreocupado na ocasião, muito mais do que sua mentora e Eugeo. Ele diz estar honrado em enfrentar o membro da primeira cadeira. Sortiliena, potém, pergunta quais os termos de seu duelo e, Kirito, não tendo muita ciência disso, chuta que seria a “regra do quase”, o padrão normalmente utilizado, por como ele faz soar. Volo, no entanto, surpreende aos três ao contar que não luta daquela maneira e, assim, propõe que a “luta acabaria quando um dos dois lados marcasse o primeiro ponto”. Dessa forma, Liena se mostra incrívelmente preocupada (e irritada) e replica, dizendo que Kirito nunca havia lutado com espadas de verdade (perdoem a inocência dessa mulher…

Provocando, Volo passa a escolha dos termos para Kirito, já que a batalha só poderia prosseguir com consentimento mútuo. Embora Liena tenha advertido do perigo, Kirito faz jus à sua despreocupação e deixa que os termos sejam aqueles mesmo, provocando Volo de volta. E, assim, ao som de uma maravilhosa OST, terminamos o episódio em um “semi-cliffhanger” que prende muito bem as pessoas. Vale destacar que Kirito, desde o início do combinado, já esbanjava confiança e não demonstrava ter medo de Volo (embora não tenha experimentado como Liena). Dessa forma, é possível que o estado mental dele interfira nessa luta, durante o próximo episódio (o que seria muito bem construído caso acontecesse).

NOTA FINAL: Não, o episódio não chega nem perto de ser ruim por ter cortado a cena do torneio. Inicialmente, eu havia tido a impressão de que ficaria extremamente rushado e ocasionaria um corte ruim para a obra. Porém, olhando o episódio mais a fundo, podemos ver que, na verdade, o corte foi bem justo. Não ocorreu de forma cega, e sim com flashbacks que extraem o essencial. A cena do torneio, inclusive, é a mais dispensável dentre todas as que apareceram. O torneio poderia ter sido mostrado e, sim, seria uma adição ótima em termos de entretenimento e para familiarizar o espectador com a evolução dos personagens. Porém, tendo em vista a necessidade de cortes, acho que a escolha da A-1 foi muito justa e não devemos condená-la por isso. No mais, o restante do episódio é extremamente bem escrito. O mistério principal dele é bem construído, pistas ambientam o público o tempo todo e fazem a pessoa se acostumar ou ter uma idéia. Os hiatos curtos entre conceitos e explicações, bem como os monólogos de Kirito voltam a aparecer e são peças fundamentais para que eu considere SAO fenomenal em termos de explicação. Ganha ainda um maior destaque a forma com que eles conseguiram, sem necessitar de diálogos explicitamente sobre isso, esclarecer a questão dos pajens e dos veteranos.

Ainda sobre as eplicações, as duas melhores cenas do episódio, ao meu ver, foram as da dedução de Kirito acerca da força mental e dos atributos, imensamente bem construída e que lança mão de flashbacks com maestria (demonstra uma finesse incrível na construção do enredo, já que prova que ele foi construído e conduzido já aplicando os conceitos, longe de conveniências de roteiro), e a cena do canteiro, a qual me emocionou de uma forma incrível. Eugeo continua esbanjando sua humanidade e suas características. Seu desenvolvimento psicológico ainda mal chegou na metade (pelo menos, é essa a impressão que me foi passada). A amizade entre ele e Kirito soa muito natural e compatível, ainda mais por serem opostos, se complementando muito bem como parceiros.

A explicação do galho, como eu já esperava, foi retomada aqui e mostrou o quão comprometidos eles estão (serve também para que as pessoas parem de criticar a obra antes de ela acabar). A atmosfera que os personagens e objetos passam, seja com Liena, seja com a espada ou até mesmo com Volo, também é carregada e cumpre o efeito desejado. Olhando os detalhes, até mesmo o próximo episódio já tem um início de ambientação para que não seja uma surpresa caso Kirito melhore seus atributos através da confiança.

Enfim, salvo o corte (que não é de todo mal), o restante do episódio é perfeitamente conduzido e mantém o alto nível do arco. Minha nota final poderia ser 10, mas, apesar de não ter me incomodado, preciso reconhecer que o corte poderia ter sido (se não mostrasse o mini-arco inteiro), menor e mais detalhado. Assim, a nota que dou para o episódio 07 é 9,6.

Esse foi os meus comentários sobre o episódio 7 de Sword Art Online Alicization, prometo que no próximo não será tão grande assim.

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